segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Câmara celebra o aniversário do Sindicato dos Bancários do DF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou sessão solene nesta quarta-feira (4) para comemorar os 58 anos do Sindicato dos Bancários de Brasília. A homenagem foi presidida pelo deputado Chico Vigilante (PT) e contou com a presença de representantes do movimento sindical local e nacional

Kleytton Guimarães Morais, presidente do Sindicato, ressaltou que o sindicato foi além das questões da categoria para se engajar na defesa de direitos, inclusão e na participação social na construção de políticas públicas
O parlamentar que fundou e presidiu o Sindicato dos Vigilantes do DF e foi dirigente Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disse acompanhar o Sindicato dos Bancários de Brasília há, pelo menos, 41 anos. Vigilante disse enxergar a instituição como essencial para a reinvindicações dos trabalhadores pelos seus direitos.

"Atualmente, considero que a categoria corre sérios riscos de perdê-los e vejo que o movimento perdeu uma parcela de sua importância perante os trabalhadores brasilienses, em parte graças aos ataques tanto do governo distrital quanto do federal", observou Vigilante. Segundo o parlamentar, os trabalhadores devem resistir a esses ataques e continuar na linha de frente da defesa dos interesses trabalhistas.

Em seu pronunciamento, o ex-deputado distrital e bancário Geraldo Magela acusou os governos não reconhecerem a legitimidade das lutas sociais e, muito menos, das entidades criadas pelos trabalhadores, que estiveram presentes na maioria das lutas sociais democráticas não só no DF mas em todo o Brasil.

Já Kleytton Guimarães Morais, presidente do Sindicato, reiterou a ação do órgão ao longo de sua trajetória e o definiu como "sempre combativo". Morais ressaltou que o sindicato foi além das questões econômicas, como a implementação de políticas públicas que beneficiem os trabalhadores, para ter uma atuação política "muito engajada na defesa de direitos, inclusão e na participação social na construção de políticas, sobretudo orçamentárias". Por fim, o presidente declarou que, assim como suportaram a Ditadura Militar, suportariam quaisquer ataques posteriores: "Quando olhamos para meus companheiros vejo uma disposição de luta incomensurável e uma vocação para a vitória inacreditável", afirmou.

Essas afirmações foram reiteradas pelos presentes, entre eles Cleiton dos Santos Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito do Centro-Norte (FETEC Centro-norte), que acredita ser necessário analisar, através da história, o que fez o movimento funcionar tão bem antes e repeti-los, e citou como exemplos de sucesso a defesa da democracia, da autonomia e da independência da ocupação. Sobre a importância do órgão, ele lembrou que os bancários foram essenciais para as articulações de outras categorias ao criarem seus próprios sindicatos e disse ser imprescindível a solidariedade entre essas instituições no enfrentamento ao que chama de "ameaças politicas neoliberais do governo atual".

Em sintonia com a fala de Morais, a diretora da FETEC Centro-Norte, Samantha Nascimento Sousa, acredita que a resposta para esse enfraquecimento sindical seria uma reinvenção que tornasse as instituições mais contemporâneas: "Dirigentes sindicais têm de combater atitudes arcaicas, ultrapassadas e enraizadas para modernizar o sindicalismo. É preciso construir um sindicato próximo à base e se propagar a defesa de que esse ainda é o melhor meio intermediador da classe trabalhadora com as atuais políticas governamentais", declarou.

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