terça-feira, 31 de maio de 2016

Os benefícios do açaí

Em outra investigação sobre os benefícios dos polifenóis, cientistas focaram em uma fruta bastante popular no Brasil: o açaí

Realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, e da Universidade Texas A&M, nos EUA, o estudo buscou avaliar a capacidade de o alimento gerar efeitos anti-inflamatórios, anticancerígenos e de regulação da gordura no sangue.

As análises foram realizadas com roedores e em ambientes controlados, de forma que ainda não é possível estimar os mesmos resultados em pessoas. Esse é, no entanto, o próximo passo da pesquisa. “Nosso estudo avalia de forma mais aprofundada os possíveis mecanismos de ação pelos quais os compostos polifenólicos do açaí atuam na redução do processo inflamatório, do estresse oxidativo e da adipogênese e do estímulo da apoptose, processos que estão diretamente relacionados às alterações bioquímicas e ao aparecimento de doenças, como as cardiovasculares, diabetes, obesidade, câncer, entre outras”, explica ao Correio Manoela Maciel, pesquisadora do Departamento de Nutrição e Saúde da UFV e coautora do trabalho, publicado na revista especializada Journal of Functional Foods.

De acordo com Manoela, é importante que o consumo do açaí seja feito de forma balanceada e acompanhado de outros cuidados para diminuir os riscos de doenças graves. “Ainda não há um consenso em relação à dose recomendada para o consumo do açaí. No entanto, ele deve fazer parte de uma alimentação equilibrada e saudável, pois seus componentes podem ter um efeito coadjuvante com outros alimentos.”


Palavra de especialista

Cuidados básicos

“Não se pode dizer que nenhum alimento cure ou previna doenças, mas apenas reduz o risco. No entanto, para que o açaí exerça seu efeito benéfico à saúde, ele deve ter seus compostos bioativos preservados e devem ser consumidos em doses adequadas, diariamente, além de ser acompanhado de atividade física, como todo alimento funcional. Deve-se considerar os cuidados no processamento e armazenamento para que não haja oxidação do produto, com consequente perda das suas propriedades benéficas à saúde.”

Hércia Stampini, professora-associada da UFV e coautora do estudo sobre o açaí

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