quinta-feira, 14 de maio de 2015

Por que a Saúde não anda mesmo após decreto de ‘Estado de Emergência’ feito por Rollemberg?

Reprodução da internet.

Primeira Dama indiretamente é culpada pelo caos da Saúde do DF por indicar Ivan Castelli? João Batista sabe o que está fazendo? De onde surgiu a ideia das OSs como modelo de gestão? E o criador do plano de governo para a Saúde, se acovarou? É apenas falta de Dinheiro ou Falta dinheiro? Para começar a entender o que está por trás dos rumos da Saúde do DF, é necessário conhecer os protagonistas da Saúde.

Durante uma entrevista longa, uma fonte da cúpula do Buriti, que por questões óbvias, prefere não ser identificada, explicou ao blog Política Distrital o motivo da inércia da Saúde do DF, mesmo após o governador, Rodrigo Rollemberg (PSB) ter decretado ´Estado de Emergência´ (19/Jan), que tem por finalidade facilitar o processo de contratações por parte da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) na realização de compras, com dispensa de licitação de modo a agilizar a recuperação da Saúde pública do DF.

De acordo com a fonte, o primeiro nome a ser indicado a Secretario de Saúde do DF, foi o ex-diretor executivo do Fundo Nacional de Saúde (FNS) do Ministério da Saúde (MS) e Consultor da Linea Consultores Associados, Sady Carnot Falcão Filho, por indicação da primeira dama, Márcia Helena Gonçalves Rollemberg, que o conhecia há cerca de 20 anos. Segundo a fonte, Sady não aceitou o convite pois após sair do MS, se dedicaria à consultoria, “a exemplo das consultorias do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palloci (PT), por não considerar ‘interessante’ assumir a pasta. ”, frisou a fonte.

Nesse contexto, o então governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB), acatou a sugestão de Sady para que convidasse para secretariar a SES-DF, o cardiologista, Ivan Castelli, que chegou a aceitar o convite. Porém, após ser anunciado para o cargo, Castelli alegou “problemas pessoais, em explicação não muito convincente.”, também desistiu de assumir a SES-DF, ocasião em que indicou o nome do coloproctologista e professor da UnB, João Batista. “Logo, indiretamente, a Primeira Dama, indicou o Secretário de Saúde, sob a supervisão não oficial de Sady.”, observa a fonte.

Inexperiência de João Batista

A fonte sugere que Batista aceitou o cargo por desconhecer a gravidade dos problemas da SES-DF. “Rollemberg colocou à frente da pasta uma pessoa sem conhecimento do diagnóstico e tampouco que tenha participado da elaboração do plano de governo. O cara entrou para aprender enquanto geri a Secretaria. Uma grande irresponsabilidade, ao se levar em consideração que o Governador colocou para guiar um navio em tempestade, alguém que não tinha conhecimento para conduzir um barco pequeno, ao se considerar que o DF passa pela pior crise financeira que atinge em cheio a Saúde Pública do DF”, afirmou.

Mas a fonte alerta que Batista não esteve sozinho. Embora Castelli não tenha aceitado o convite para secretariar a SES-DF, o mesmo, por alguns meses foi o mentor de Batista: “com direito a uma sala na Sede. Castelli foi responsável por todas as nomeações de cargos estratégicos dentro da Secretaria”, afirmou.

Nomeações indicadas por Castelli

De acordo com a fonte entre as nomeações indicadas por Castelli estava a do ex-subsecretário da Subsecretaria de Administração Geral (SUAG), José Meneses Neto, condenado por irregularidade em contas públicas por parte do Tribunal de Contas por participar da ‘Máfia dos Sanguessugas’, que seria responsável por gerenciar a área de maior responsabilidade financeira. “Uma pessoa que foi responsável pelo Fundo de Saúde do DF (FSDF), durante a gestão do ex-secretário de saúde, Rafael Barbosa, no governo Agnelo. O que dá para dizer sobre isso”, questionou.

A fonte observa que a inteligência do governo percebeu que posteriormente as intenções de Castelli não eram “as melhores possíveis e daí aconteceu o ‘pedido de exoneração’ de Meneses.”.

Isso, não antes de Política Distrital publicar sobre a relação ‘dúbia’ entre o ex-suag com o Castelli (19/Mar), em denúncia recebida pelo Blog que menciona uma conversa por e-mail, em que Menezes deixava claro à Castelli a pretensão de retornar ao Fundo de Saúde do DF.

Na correspondência e informar a realização de uma reunião com Batista, se referindo a uma ‘estratégia’ a ser adotada na ‘dança das cadeiras’ na SES/DF, em que Meneses teve frustrada a pretensão de passar uma curta permanência na SUAG para ser empossado posteriormente no Fundo de Saúde do DF. No entanto, tal ‘projeto político’ de Meneses havia encontrado sérios obstáculos na intransigência da Dra. Cristiane alegou na oportunidade a existência de ‘graves problemas’ de condução do referido Fundo sob a gestão de Meneses.

João Batista é marionete?

Uma das grandes discussões atualmente na SES-DF, enquanto as pessoas agonizam nas unidades de Saúde, ou morrem, aguardando atendimentos, medicamentos e cirurgias, tal qual no governo Agnelo, é a mudança do modelo de gestão da Saúde do DF. E a frente desse processo há o secretário Batista e o secretário-adjunto, José Rubens Iglesias, também considerado outra nomeação “complicada”.

O motivo é muito simples, Iglesias traz para a gestão de Rollemberg um currículo considerado “delicado” pela fonte de Política Distrital. Isso por dois motivos. Iglesias foi secretário adjunto, do ex-secretário de saúde, Geraldo Maciel (2006), e secretário de Saúde, por cerca de cinco meses em 2008, na gestão do ex-governador, José Roberto Arruda. Por coincidência, antecessor de ex-secretário de saúde, atual deputado federal, Augusto Carvalho (ex-PPS atual SD), alguns dos personagens protagonistas envolvidos no escândalo ‘Caixa de Pandora’, investigado pela Polícia Federal.

O segundo motivo de acordo com a fonte atinge a Saúde pública do DF por ser atribuído à Iglesias a adoção da gestão da saúde do DF, por meio de OS no DF, modelo esse novamente que começa a ser defendido como grande possibilidade dentro da SES-DF e na cúpula do governo. “Não por coincidência Iglesias tem defendido as OSs como modelo de gestão hoje. Ele defendeu, enquanto secretário da SES em 2008 e assistiu Arruda e Carvalho trazerem a OS Real Sociedade Espanhola de Beneficência, da Bahia, para gerir o Hospital de Santa Maria (HRSan)”, afirmou ao lembrar o resultado catastrófico: “O que nós vimos foi uma série de escândalos na imprensa, processos na Justiça e ainda na condenação. Pois o Augusto foi condenado ano passado pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT)(10/Out/14), por improbidade administrativa com o tal contrato por dispensa de licitação no valor de R$ 200 milhões.” Completou.

A fonte de Política Distrital faz mais acusações: “João Batista é mera marionete nas mãos de Iglesias e do homem das consultorias, o Sady, que continua a dar ordens dentro da Secretaria. E foi também de Castelli, que embora tenha saído do esquema, deixou uma série de indicados na Secretaria, mas esse parece que não anda apitando mais nada por lá”, afirmou.

Como assim governador?

E a fonte vai além em questionamentos: “Como o governador pode justificar a colocação de Iglesias como secretário adjunto em seu governo tendo ele sido adjunto de Geraldo Maciel? E secretário de Saúde de Arruda, literalmente em meio aos principais envolvidos no escândalo da ‘Caixa de Pandora’?”, questionou. “Ao que tudo indica o Governador não conhece o ditado ‘À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta’, isso ao nomear pessoas intimamente ligadas às forças ‘pandoreiras’. Não parece ser coisa de quem quer mudanças” questionou.

Dúvidas, dúvidas e dúvidas

Durante a entrevista com a Fonte, Política Distrital questionou os nomes prováveis para gerir a SES-DF no início do governo Rollemberg, visto que mesmo após Batista ter assumido a SES-DF, se chegou a figurar na lista de exoneração provável, por supostos ‘problemas’ dentro da Secretaria, que envolvem contratações de servidores; autorização de aquisição de órteses e próteses, suprimento para por 10 anos, ao custo de cerca de R$ 12 milhões, que ainda vai dar muito ‘pano para manga’ em algumas instâncias Jurídicas, por supostas tentativas da corregedoria ‘manipular’ PADs e ‘abafar’ o caso, além de outros supostos problemas que vem acontecendo, por exemplo, a Corregedoria, a ponto do corregedor, o cardiologista, Flávio Abreu, chegar a entregar a carta de exoneração, por graves acusações e ainda se manter no cargo.

Mas entre os questionamentos do Blog estão perguntas a exemplo de: Dentre as opções que tinha no início do governo, porque Rollemberg não nomeou Secretário, o pediatra, Paulo Feitosa (PSB), responsável por fazer o plano de saúde do DF para o programa de governo? A SES-DF não tinha como meta acabar com o desabastecimento? Será que por ser considerado ‘linha dura’ Rollemberg não sucumbiu a possível ‘ queimação’ por parte de colegas médicos e ignorou o profundo conhecimento que Feitosa têm da Saúde do DF?

Algumas respostas

A fonte deste Blog foi curto e grosso: “Feitosa é um covarde. Para quem queria tanto ser secretário de saúde, se contentar atrás da mesa da administração do Sudoeste. Acredito que deve ter percebido ser uma missão impossível e pulou fora do barco.”, afirmou mas mirou também no PSB e puxou o gatilho: “O técnico em saúde, todo poderoso, que o PSB tinha como carta na manga, não passa de um covarde. A Saúde está pior que com Rollemberg. A Primeira Dama deu conselho do que não conhecia tão bem e Feitosa deu uma de esperto covarde. ”, acusou.

E então governador?

Desde o final da década de 80 este articulista de Política Distrital acompanha de perto as movimentações no tabuleiro do xadrez do meio político, sobretudo no que tange a Saúde pública do DF. E uma das posturas extremamente positivas, que Rollemberg fez foi começar a acabar com supostas ‘operações’ dentro da SES-DF. Mas talvez, assim como o fez em outras áreas, vale um olhar mais atento por parte do governador, ou de sua inteligência, em relação a saúde pública do DF, que pode vir a ser o grande vilão da gestão de Rollemberg. São informações do Blog Política Distrital.

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